terça-feira, 3 de abril de 2012

Impulso



Enquanto eu gritava:
Ainda te quero!
Você já dizia:
Vai com deus!

(Jacquinha Nogueira)

O teu gesto muito diz



Em gestos simples
Ensinamos
Educamos
Deseducamos
Aprendemos!

Jacquinha Nogueira 

Nem se acha




Enquanto você só ria
Eu te observava
E ria por dentro
Ria de você
Querendo rir de mim
Sempre se achando
Melhor que qualquer outro
Quando na verdade só é mais um
Mais um do mesmo
Igual

Gritando ser diferente.

(Jacquinha Nogueira)

Recado dado






É que eu te amo
Mas eu poderia muito bem não dizer
Calar-me
E deixar-te na dúvida
Só pra te confundir
Poderia não demonstrar
Simplesmente esconder
E te privar desse sabor de ser amado
Não seria por maldade
Mas por medo de se expor
E mais uma vez perder
Mas como tudo um dia mesmo se vai
Prefiro dizer de uma vez
EU TE AMO
Do que carregar sozinha
Um sentimento que não é só meu
A não ser que eu seja a única que ame
As palavras gritam
 E o sentimento ecoa junto
Amar por mais que seja em silêncio
É sempre um grito dado à alma de quem é amado.

(Jacquinha Nogueira)

Julgamento silencioso!



Foi no grito
Desses que se dá em silêncio
Quando todo mundo vê e finge que é cego
Desses que as pessoas ficam mudas porque ignoram
Mas me olham dos pés a cabeça

É a roupa
É o corpo
É o cabelo
É a linguagem
...
Fazem uma  leitura silenciosa
Mas os olhos falam o que a boca cala
Chega ser um grito pra quem é olhado
Um tapa sem som
Desses que atingem a alma
É um olhar mudo
Profundo
...
E só olham
Porque eu me assumo
Me reconheço no canto, na voz,até no silêncio
...
Grito junto com a minha raça
Com orgulho do que sou
Sou pigmento
Sou humano,  é isso que eu sou

E você que julga pela cor
Tem tinta?
Porque eu além de tinta
Tenho alma
Não sou sem cor
Apesar de ser invisível para você.

(Jacquinha Nogueira)